sexta-feira, 23 de abril de 2010

Do outro lado da rua.

A uns 16 anos peguei a mania de esperar meus amigos e observar as baladas do outro lado da rua, depois de muito tempo, não querendo ser pretensioso, já que nunca fui poeta, expressei em forma de poesia o porque de ficar do outro lado da rua.

Do outro lado da rua.

Do outro lado da rua. Você vê o sobe e desce, o vai e vem.
Do outro lado da rua. Você percebe as idas e vindas de quem está perdido ou se encontrando.
Do outro lado da rua. Dá pra ver quem quer se enturmar, quem é alheio e quem é enturmado demais.
Do outro lado da rua. A visão é mais ampla, mais geral, limpa e deturpada.
Do outro lado da rua. Tudo se mistura e tudo é foco se você souber olhar.
Mas ficando do outro lado da rua. Tudo é hipótese,, tudo é incompleto, é apenas quase.
Por que só quando você atravessa a rua, depois de dez, quinze minutos de observação, você faz parte do contexto, você se torna observado, você sente tudo o que simplesmente pode observar, estando do outro lado da rua.