Uma amiga jornalista depois de ler esse blog me disse que eu consigo uma surpreendente imparcialidade nos meus textos.
Bom resolvi fazer um totalmente parcial, só pra contrariar é claro.. ahhaha
A verdade é que sempre tive um alto astral e paradoxalmente a isso sempre gostei muito mais das expressões artísticas mais melancólicas, sem contar que nunca gostei de coisas muito alegrinhas.
Sempre preferi Siouxie and the Banshes, Sister of Mercy, Joy Division, Portshead, etc etc
Ultimamente percebo que muitas coisas me deprimem então resolvi colocar isso pra fora....
Pra começar não tenho como não falar sobre um caso recente... Estava eu em uma formatura, a princípio quem se forma tem um senso crítico mais desenvolvido né??? Errado. A banda estava na sessão de Axé, então logicamente fui pra outro ambiente tentando ouvir o mínimo possível daquilo, mas o que me deprimiu de verdade foi quando a banda começou a tocar o hit do momento: Beber, Cair e Levantar, imaginem a cena bizarra, pessoas levantando desesperadas, chamando os amigos e amigas pra correr pra pista e não perder essa pérola do cancioneiro popular brasileiro.. Afe!
Sei que o carnaval de salvador é deprimente por sí só, e dá um texto dedicado só a ele, mas não tenho como não dizer que um monte de gente seguindo trios, em meio a uma muvuca, suada, beijando 30 sem conhecer nem comer ninguém, ouvindo todo o repertório de expressões da nossa língua que dizem: "mexe a cabeça, tira o pé do chão, mãozinha aqui, pezinho ali", entre outros, é deprimente.
Uma mania que me deprime muito, é uma muito em voga em festas de formatura, casamentos e eventos "alegrinhos" em geral, criar coreografias para qualquer tipo de música, sabe quando na música fala em ligar e a pessoa faz o símbolo do telefone no ouvido, ou coração e desenha o coração no ar etc etc, mais uma herança maldita do Axé.
O Funk é outro tema que merece não um texto mas uma série especial, mas assim como o Carnaval da Bahia não pode ficar fora desse desabafo do que me deprime, não consigo pensar em uma defesa para refrões e termos como: "ado aado cada um no seu quadrado", "Ela não é amante é substituta", e nem vou citar os de baixo calão.
Pra finalizar vou falar o estilo musical que desgosto a mais tempo, o Sertanejo. "Que vida boa, OOO Que vida boa, Sapo caiu na lagoa...." primeiro a pobreza da língua, o compositor não conseguiu duas palavras pra rimar com boa, segundo, sou urbano, interior pra mim só a passeio e por pouco tempo, não tenho como e nunca vou me identificar com esse tipo de coisa, "uma vaquinha, umas galinha", e coisas do genero. Morei no interior por dois anos e meio, e posso dizer, é deprimente...
Quando me pego tendo esses pensamentos, lembro da música Ouro de Tolo do Raulzito, quando ele diz: "Mas que cara chato, não acha nada engraçado...", mas é verdade, ou eu estou ficando velho e chato, ou o ser humano está cada vez mais tosco, e se entregando a manifestações culturais cada vez mais pobres e bizarras.
Se o problema for eu, acho q vou continuar assim, afinal prefiro ser espetado e rejeitar manifestações de alegria fútil, vazia e tosca ao achar que esse tipo de "arte" alienatória é boa...
Parte III
Há 13 anos
Meuuuuuuuuuuuuuuuuuuu Deus, este texto,minha cara!!!!, to passada, vc falou tudo o q eu keria falar..tbm naum tenho essa coisa "alegrinha", e o povo vive me cobrando isso. Estranho neh?? minha alegria estah mais numa musica de Philip Glass do q pra Ivete Sangalo (blearg).
ResponderExcluirParabens amigo...tdbom suas palavras..